_MG_7707, upload feito originalmente por Felipe Obrer.
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O Instituto Meyer Filho convida para a exposição de Marta Martins: Todas essas flores.
No Memorial Meyer Filho, abertura no dia 8 de fevereiro às 18h!
Praça XV de Novembro, esquina com a Rua Tiradentes.
Antes do esplendor, a garatuja. Todas essas Flores não tem a ver com quantidade nem variedade, mas com camadas de representação: ato de refazer a semelhança de uma flor com ela mesma. Carece de definir a vaidade, quieta a finitude da vida. Quem sabe, um barroco revisitado de olhos para San Juan de la Cruz? Antes incensos à deriva institucional, envoltórios de espera modelados com lenço umedecido e fios de aço, caixas seladas com cera ou chumbo. Silêncio. Agora um amontoado de pétalas escondidas por formas encrespadas. Embrenhar flores e clarear a solidão parece e ser a condição de uma artista que imensa na arte uma insuportável leveza: Pesadas e inodoras são todas essas flores.
As condições de um pássaro solitário são cinco:
Primeiro, que ele voe ao ponto mais alto;
Segundo, que não anseie por companhia,
nem de sua própria espécie;
Terceiro, que dirija seu bico para o céu;
Quarto, que não tenha uma cor definida;
Quinto, que tenha um canto muito suave.
San Juan de la Cruz (Ditos de amor e luz)
Agradeço à Kamilla Nunes, que enviou as informações por e-mail e é autora do texto.
Agradeço ao Alan Langdon pela mensagem encaminhada.
O projeto é coordenado por Loli Menezes e Bianca Scliar.
As inscrições são gratuitas e estão abertas até 15 de fevereiro.
Mais informações no site http://projetoandares.blogspot.com
Rodrigo de Haro escreveu Mistério de Santa Catarina. Vera Sabino, inspirada no livro, pintou seis imagens da santa.
As cores das pinturas motivam a palestra de Rodrigo, refazendo o ciclo, emaranhando Catarina e Vera.
O QUÊ: Palestra de Rodrigo de Haro, poeta e artista em sentido amplo, sobre a relação entre as criações de Vera Sabino e Santa Catarina.
QUANDO: A palestra acontece no dia 02 de dezembro, às 14h30.
QUANTO: As inscrições estão abertas. A contribuição é de 25 reais.
ONDE: Na Helena Fretta Galeria de Arte. Rua Presidente Coutinho, 532, Centro, Florianópolis.
CONTATO: Inscrições para a palestra podem ser feitas pelo telefone (48) 3223-0913 ou 3028-2345.
As pinturas de Vera Sabino estão expostas na galeria.
*Com informações de Fifo Lima
Companheiro da Paula Albuquerque, grande criadora, o Fabio Dudas é um cara muito talentoso.
Entre outras coisas, faz pinturas e ilustrações.
Vale um passeio pelo site dele.
Por essas associações possíveis, lembrei do Oswaldo Goeldi, sobre quem falei logo ao descobrir lá no Overmundo, ainda em 2007.
O QUÊ: Vernissage de abertura da exposição de artes visuais de Fabio Dudas.
ONDE: No Vecchio Giorgio, logo ao descer o morro da Lagoa, à esquerda.
QUANDO: 02 de dezembro, às 20h.
Imagem enviada por Tiaraju Verdi:
Texto enviado por Letícia Weiduschadt:
NOVa é uma exposição que apresenta reconstruções de performances orientadas para fotografia e vídeo. Exercícios como esses tem sido uma das formas que elegemos para pesquisar o acervo de performances nas artes visuais dos anos 1960 até o presente, constituído grande parte por documentos, como fotografias, filmes, vídeos, depoimentos escritos e descrições. É importante ressaltar que, frequentemente, o acesso que temos a este tema é através desses documentos. Como artistas, estudantes, historiadores ou teóricos da arte, nosso repertório tem sido construído a partir dessa série de
registros.
Reconstruir performances implica, evidentemente, numa série de acomodações: a primeira delas, conforme a escolha do trabalho, o que temos como acesso são apenas traços da ação, compostos basicamente por descrições ou imagens coletadas em livros e catálogos. A segunda, e sem dúvida de maior importância, é que o trabalho escolhido será refeito por um outro performer. Ou seja, há um outro modo de expressão e interpretação aí contidos. Nesse sentido, as reconstruções ou re-interpretações, aqui presentes, mostram uma lógica de pensar a performance nas artes visuais como uma partitura musical.
Participam dessa exposição: Ana Clara Jolly, Carolina Rögelin, Fernando Weber, Genoína Battistini, João Rosa, Karina Segantini, Letícia Weiduschadt, Maíra Dietrich, Marina Borck, Priscilla Menezes, Rosana Rocha, Tiaraju Verdi e Vinicius Nepomuceno com produções em vídeo, fotografia e textos, desenvolvidos em 2008 e 2009, na oficina de estudos de performance ministrada no CEART/UDESC por Regina Melim.
Nosso objetivo em mostrar essas re-construções, somado ao fato de ser a via que elegemos para o estudo e a pesquisa da história da performance nas artes visuais, é que esses exercícios possam se configurar como um modo de representação e preservação de uma forma de arte efêmera por natureza.
Outubro de 2009.
O quê: Exposição NOVa
Quando: Abertura dia 7 de outubro às 19h. Conversa com artistas e curadoria dia 15 de outubro às 18h.
Onde: Memorial Meyer Filho. Praça XV de Novembro, 180 – Centro, Florianópolis (Esquina com a Rua Tiradentes).
Horário de funcionamento: das 10h às 18h, de segunda à sexta.
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO
Projeto
365
com as artistas
Cassia Aresta, Helenita Peruzzo e Rosa Grizzo
Dia: 08 de outubro de 2009
Hora: 19:00
Conversa com as artistas às 18h no auditório do Museu, com a participação da convidada Anita Prado Koneski, professora do Centro de Artes – CEART – UDESC
Diários de parede
Exposição Projeto 365 reúne trabalhos de artistas que durante um ano criaram uma obra por dia
Três vidas. Três olhares. Todos os dias do ano para criar. Esses são os elementos do Projeto 365, em exposição no Museu Histórico de Santa Catarina entre 9 e 28 de outubro. A mostra, promovida pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), reúne três sequências de 365 obras, elaboradas diariamente pelas artistas Cassia Aresta, Helenita Peruzzo e Rosa Grizzo durante um ano. Através de quadros 10×10cm, elas colocam em pauta uma poética pessoal esquecida nos afazeres cotidianos.
O Projeto 365 constitui um misto de diário e linha do tempo, que registra o dia-a-dia das artistas. Utilizando o fazer artístico como medida cronológica, o projeto forma conjuntos que retêm, nas pequenas obras de arte, os pensamentos e as rápidas experiências que normalmente se dissolvem na constância da rotina.
O compromisso inadiável do fazer artístico diário cria um jogo conceitual mostrado no conjunto das mais de mil obras expostas na mostra. Nesta reunião, é possível perceber o diálogo no contraste entre as técnicas escolhidas para narrar o passar do dias, sugerindo os acontecimentos e pensamentos diversos da vida de cada artista.
Cassia Aresta faz uso de sua linguagem concretista, em colagens de papéis coloridos com motivos geométricos, bem como recortes de embalagens e catálogos. “Muitas vezes no exercício diário da vida, ficamos alienados do nosso eu, por mais paradoxal que isso possa ser. As distrações oferecidas pelo cotidiano me afastam do eu artístico, da minha estética de viver. Propus-me então a abrir a minha “caixa preta” existencial. A consequência disso é o resgate, em mim mesma, de um tempo-arte próprio, que não esse dos calendários pré-concebidos.”
Helenita Peruzzo construiu suas peças com os materiais que atravessaram seu caminho: fotos de revistas, embalagens, cartelas de comprimidos, pedaços de tecido e outros elementos. “O dia após dia, na sua trajetória, é implacável no descarte daquilo que abandonamos à desatenção. Assim, passam à inexistência um pedacinho de linha que se perdeu atrás da porta, a cartela vazia de comprimidos ou mesmo um instante de luz do sol sobre o tapete. Coisas e eventos que clamam por manuseio e transformação em registro, para que adquiram papel e existência, glorificados nas pequenas insignificâncias, que formam a trama do cotidiano.”
Rosa Grizzo reproduziu sua própria silhueta (tema recorrente em sua obra), em folhas de papel vegetal, “desenhando” figuras com furos feitos por agulha. “No papel vegetal perfurado com agulha, desenho a minha silhueta – esta, o fio condutor de pensamentos. Com esse material, represento o conjunto de experiências do meu dia-a-dia, perfurando e marcando um roteiro no interior pessoal mais profundo.”
O projeto 365 é uma exposição itinerante e já esteve no MAC-Paraná em Curitiba, na Cidadela Cultural Antártica do Museu de Arte de Joinville e na 2º Bienal de Artes Plásticas Brasileiras em Bruxelas. Em novembro, a mostra irá para Porto Alegre e chega a São Paulo no ano que vem. No dia 8 de outubro, haverá uma conversa com as artistas às 18h no auditório do Museu Histórico de Santa Catarina. A mostra é aberta à visitação a partir do dia 9. A entrada é gratuita.